Por trás das máscaras dos palhaços há um tanto de assuntos profundos

Nesta terça, dia 5 de maio, o teatro do Oi Futuro Flamengo lotou para ver a aula-espetáculo do palhaço anarquista Léo Bassi. Discutir o ato criador com críticas severas aos sistemas políticos mundiais se faz naturalmente presente nas histórias que abrem a conferência: o relato da tradição familiar de Bassi, artista circense na sexta sucessão de bufões, uma habilidade passada de geração em geração, que começou por volta de 1890, ou seja, há mais de 120 anos. Imagens da época – as primeiras, dos primeiros palhaços, bisavós de Léo Bassi – foram projetadas e levaram o público a conhecer a inocência e a perspicácia que permitem aos artistas burlescos rir e fazer rir de qualquer coisa.

Mais tarde, em interação com a platéia, Léo Bassi analisa as reações de duas pessoas que foram confrontadas em um número coletivo. Logo em seguida, em um misto de magia e malícia, Léo orquestrou um novo número, no qual, as pessoas escolhidas para participar da brincadeira fingiram ser hipnotizadas e agiram como fantoches humanos. A ação leva o público a sensações como ansiedade, desconforto ético, expectativa e prazer. O artista finaliza o espetáculo revelando que houve uma combinação prévia e surpreende o público que, boquiabertos, aplaudem o bufão de pé. Léo deixa nosso ciclo do Ato Criador com uma provocação aos presentes: “Quem foi hipnotizado foram vocês! Reflitam sobre o poder da comunicação humana”.

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